“- amei você quando bebeste demais antes de sairmos naquela noite minha e sua, mas principalmente porque você estava de botas e vestido cinza;
- amei você quando me disse que achava sexy me ver dirigindo e levou um dvd do Oasis para vermos em casa;
- amei você quando fez fotos minhas dizendo “mas é gato, meu deus!”;
- amei você quando tomamos o quarto da tua anfitriã;
- amei você quando passamos uma noite inteira nus, rindo e conversando;
- amei você quando sua avó me fez uma sobremesa de morango;
- amei você quando nos beijamos na escada;
- amei você quando conversamos sobre religião;
- amei você quando cantamos Frank Sinatra descendo a Rua Augusta;
- amei você quando te surpreendi na loja de doces;
- amei você quando te roubei um lenço perfumado;
- amei você quando debatemos nomes de banda;
- amei você quando te fiz chá e cafuné;
- amei você quando passeamos na fria Avenida Paulista, depois de cervejas e conversas;
- amei você quando não te beijei;
- amei você quando aceitou meu convite para um café depois do almoço;
- amei você quando me contou como gostava de ver seu pai cozinhando;
- amei você quando senti seu perfume pela primeira vez;
- amei você quando sambamos um samba torto;
- amei você quando …
Um amor breve é quando você admite que sim, ama aquele ser desconhecido, apenas pelo o que ele representa para você, sem cobranças, sem doenças, sem neuras.
É não ter ciúme, é não desejar mal, é não ser um ex-namorado. É andar de mãos dadas, é inventar brincadeiras.
É “apenas” mais uma página na sua história, é quando você se dá conta de que viveu algo especial, mas que não rende um capítulo inteiro da sua vida. Em uma comparação rota, paixões são capítulos de um livro, o amor [aquele clássico e já conhecido grande volume]. Amores breves são contos de um livro sobre o amar.“
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-Pedro Jansen- [ai doutor que dor]










