Elle tirava a roupa como quem faz poesia. Olhar lânguido, gestos lentos, peça por peça, sempre a mesma atuação. Era uma delicia… não haviam palavras, só gestos … Ella só de olhar, já entrava no clima da encenação, já se entregava por inteiro.
E dizia que não era romântico, sendo que a poesia exalava de seu corpo agora nu, a cada toque, a cada respiração, a cada parte tocada do corpo della.
Pura poesia romântica, cheio de clichês o maior deles era dizer que não era carente, mas não ficava só, nenhum dia … era encantador, era sedutor, adorava o jogo, os olhares … quem resistia?
Ella se derretia por elle e sempre foi assim, todas se derretiam por elle … mas chegou ao fim.
-Escrito em 07/10/2008 as 13h33-










